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Colégio Sesi celebra 21 anos formando gerações preparadas para transformar o Paraná

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Colégio Sesi celebra 21 anos formando gerações preparadas para transformar o Paraná

Com metodologia inovadora e conexão direta com a indústria, rede educacional consolidou um modelo que valoriza protagonismo, ciência e aprendizagem na prática

Em 2005, quando as primeiras unidades do Colégio Sesi foram inauguradas no Paraná, a proposta parecia ousada: repensar a escola tradicional e aproximar a educação básica da realidade do mundo do trabalho, da inovação e da indústria. Duas décadas depois, a iniciativa se consolidou como uma das experiências educacionais mais reconhecidas do estado.

Agora, neste 14 de março de 2026, o Colégio Sesi celebra 21 anos de trajetória, formando gerações de estudantes que seguem caminhos na universidade, na indústria, na ciência e no empreendedorismo.

“Ao longo desses 21 anos, o Colégio Sesi consolidou um modelo educacional que coloca o estudante no centro do processo de aprendizagem. Nosso compromisso é desenvolver conhecimento, mas também estimular curiosidade, autonomia e capacidade de inovar: competências essenciais para quem vai construir o futuro da indústria e da sociedade.”, destaca Hugo Molina, Superintendente do Sesi Paraná.

Criado como um projeto estratégico do Sistema Fiep, o Colégio Sesi nasceu com a missão de preparar jovens para um futuro em constante transformação. Desde o início, a proposta pedagógica rompeu com modelos tradicionais ao priorizar aprendizagem por projetos, interdisciplinaridade e trabalho em equipe: uma abordagem que, ao longo dos anos, evoluiu e incorporou conceitos como cultura maker e a metodologia STEAM, integrando ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática.

Hoje, a rede está presente em diferentes regiões do Paraná, com dezenas de unidades e milhares de estudantes que vivenciam uma formação marcada pelo protagonismo, pela experimentação e pela resolução de desafios reais.

Educação que conecta conhecimento e realidade

Desde sua origem, o Colégio Sesi apostou em uma ideia simples e poderosa: aprender fazendo.

Nas salas de aula, oficinas e laboratórios, estudantes são estimulados a investigar problemas, desenvolver projetos, testar soluções e trabalhar de forma colaborativa. Em vez de disciplinas isoladas, o conhecimento é construído de forma integrada, muitas vezes conectado a desafios da indústria e da sociedade.

A proposta pedagógica evoluiu ao longo dos anos, incorporando recursos tecnológicos, robótica educacional, projetos científicos e experiências práticas que aproximam os estudantes de áreas como engenharia, programação, design e inovação.

“Quando o estudante participa ativamente da construção do conhecimento, o aprendizado ganha outro significado. Nosso objetivo é justamente criar ambientes em que a curiosidade, a investigação e a experimentação façam parte do dia a dia da escola, preparando os jovens para pensar soluções e atuar em um mundo cada vez mais dinâmico”, afirma Gabriele Ferreira, coordenadora de Educação do Sesi Paraná.

Esse modelo busca desenvolver muito mais do que conteúdos acadêmicos. O foco está em competências essenciais para o século XXI: pensamento crítico, criatividade, comunicação, colaboração e capacidade de resolver problemas complexos.

Uma escola que cresce junto com o Paraná

A história do Colégio Sesi acompanha o próprio desenvolvimento industrial do estado. Ao longo dos anos, a instituição expandiu suas unidades e diversificou suas propostas educacionais, incluindo modelos como o Colégio Sesi Internacional e as Escolas de Referência da Indústria.

Nesse processo, milhares de estudantes passaram pelas salas de aula da rede e seguiram caminhos distintos, da universidade à indústria, da pesquisa científica ao empreendedorismo.

Muitos deles mantêm uma relação afetiva com a escola que marcou sua formação, como é o caso da Engenheira Florestal e egressa do Colégio Sesi de Rio Negro, Talita Walter:

“No Colégio Sesi eu aprendi que estudar não é apenas decorar conteúdo. Éramos incentivados a questionar, testar ideias e trabalhar em equipe. Esse ambiente foi muito importante para a socialização, para buscar soluções em conjunto, o que refletiu na minha carreira profissional, hoje trabalhando com licenciamento ambiental, o meu dia a dia é buscar soluções sustentáveis por meio da interdisciplinaridade, atribuições que o colégio Sesi contribuiu para chegar mais madura na vida profissional”, conta.

O protagonismo estudantil faz parte da identidade da escola

Uma das características mais reconhecidas da educação do Sesi é o protagonismo dos estudantes. Em projetos científicos, competições de robótica, feiras de inovação e desafios interdisciplinares, os jovens assumem o papel de pesquisadores, criadores e solucionadores de problemas.

Para Ana Luisa da Silva Adão, aluna do 2º ano do Colégio Sesi CIC, em Curitiba, essa vivência faz diferença no dia a dia. Segundo ela, a metodologia da escola incentiva a pesquisa, o trabalho em grupo e a interação entre os estudantes, o que amplia as formas de aprender e criar. “Posso desenvolver ideias a partir de pesquisas, trabalhos em grupo e de diferentes maneiras. Gosto muito da metodologia do Sesi e da forma como tudo é organizado”, diz.

Ana Luisa também destaca a experiência com a robótica como um dos momentos mais marcantes da sua trajetória escolar. Participante de competições na área, ela conta que a vivência transformou sua forma de pensar: “a robótica mudou a minha vida e a maneira como eu enxergava as coisas. Posso dizer que foi a melhor coisa que já me aconteceu no Colégio Sesi, e sou muito grata por essa oportunidade”.

Em muitos casos, essas experiências ultrapassam os limites da escola e alcançam eventos nacionais de ciência e tecnologia, reforçando o papel do estudante como protagonista do próprio aprendizado.

Professores como mentores do conhecimento

Nesse modelo educacional, o papel do professor ganha novos contornos. Mais do que transmitir conteúdo, os educadores atuam como mediadores do aprendizado, estimulando a curiosidade, orientando investigações e apoiando os estudantes na transformação de ideias em projetos.

Para a professora do Colégio Sesi de Campo Largo Amanda Maloste, essa dinâmica permite que os alunos assumam o protagonismo da própria aprendizagem, enquanto os docentes acompanham e orientam o processo. “Dentro da sala de aula, conseguimos trabalhar problemas reais e incentivar os estudantes a questionar, levantar hipóteses e testar soluções por meio do método científico”, explica.

Segundo ela, acompanhar o desenvolvimento dos alunos é uma das experiências mais gratificantes da docência. “É emocionante ver, por exemplo, um estudante tímido ganhar confiança e brilho nos olhos a cada nova descoberta. É como vê-los criando asas e alcançando voos que muitas vezes eles mesmos não imaginavam ser possíveis”, afirma Amanda.

A professora ainda destaca que a iniciação científica tem um papel decisivo nesse processo, ampliando a visão de mundo dos jovens e abrindo novas oportunidades acadêmicas e profissionais. A própria trajetória da professora reflete esse impacto: ex-aluna do Colégio Sesi, ela afirma que teve sua vida transformada pelos projetos desenvolvidos durante a formação escolar.

E a história continua sendo escrita...

Ao completar 21 anos, o Colégio Sesi reafirma sua vocação: preparar jovens para um mundo em transformação e contribuir para o desenvolvimento do Paraná.

Mais do que formar estudantes, a instituição busca formar cidadãos curiosos, criativos e capazes de construir soluções para os desafios do presente e do futuro.

E, como mostram as histórias de milhares de alunos e ex-alunos espalhados pelo estado, essa transformação continua acontecendo todos os dias... Dentro e fora da sala de aula.

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