Estudantes do Colégio Sesi assumem papel de diplomatas da ONU em experiência que aproxima educação e desafios globais - Blog Educação
Estudantes do Colégio Sesi assumem papel de diplomatas da ONU em experiência que aproxima educação e desafios globais
Estudantes do Colégio Sesi assumem papel de diplomatas da ONU em experiência que aproxima educação e desafios globais
Simulação internacional reúne jovens para debater inteligência artificial, sustentabilidade e relações internacionais em uma vivência que fortalece argumentação, liderança e visão de mundo
Aos 16 ou 17 anos, poucos estudantes têm a oportunidade de negociar acordos internacionais, defender posicionamentos diplomáticos ou discutir soluções para temas que desafiam governos ao redor do mundo. No Colégio Sesi, essa experiência faz parte da formação.
Nos dias 25 e 26 de junho, cerca de 150 estudantes participam do SesiMUN 2026, simulação da Organização das Nações Unidas realizada no Campus da Indústria, em Curitiba. Inspirado nos principais modelos acadêmicos internacionais da ONU, o evento coloca os jovens no papel de representantes de diferentes países para debater temas como inteligência artificial, segurança internacional, sustentabilidade e transformações no mundo do trabalho.
A atividade é resultado de uma trajetória construída ao longo dos últimos anos pelo Clube de Simulações da ONU do Colégio Sesi, iniciativa que já levou estudantes a eventos nacionais e internacionais e que se consolidou como um dos projetos de maior protagonismo estudantil da instituição.
A proposta funciona como um laboratório de formação humana e profissional. Antes de ocupar uma cadeira nos comitês, os participantes precisam estudar contextos históricos, compreender posicionamentos políticos, analisar cenários econômicos e elaborar estratégias de negociação. Durante os debates, aprendem a defender ideias, construir consensos e encontrar soluções coletivas para problemas complexos.
Estudantes são estimulados a ocupar espaços de decisão
Para a estudante Bárbara de Mello, do Colégio Sesi, a preparação para uma experiência como o SesiMUN começou muito antes da definição do país que irá representar.
“A formação que recebo no Colégio Sesi contribuiu muito para que eu me sentisse preparada para participar de uma simulação da ONU. Ao longo da minha trajetória escolar, fui incentivada a desenvolver o pensamento crítico, a pesquisa e a comunicação, competências fundamentais para compreender temas complexos e defender argumentos nos debates”.
Segundo ela, a experiência também amplia a compreensão sobre questões que influenciam diretamente o futuro da sociedade: “o que mais me motiva no SESIMUN é a oportunidade de discutir temas que impactam diretamente a sociedade e o futuro do mundo. Participar desses debates me permite ampliar meus conhecimentos, desenvolver uma visão mais global e compreender melhor os desafios enfrentados por diferentes países e populações”.
A percepção de que o aprendizado ganha novos significados quando conectado a desafios reais também aparece no relato do estudante Gustavo Tzezak da Silva, que também irá participar da simulação.
“Em iniciativas como esta, você aprende a olhar para um tema a partir da perspectiva de outro país, de outra cultura e, muitas vezes, de uma realidade completamente diferente da sua. Isso desenvolve empatia, pensamento crítico e capacidade de negociação”.
Para ele, o impacto da experiência não se limita ao ambiente acadêmico: “quando entrei no Colégio Sesi eu era uma pessoa muito tímida. As simulações me ajudaram a desenvolver confiança, aprender a dialogar com pessoas diferentes e defender ideias. Foi uma experiência que mudou minha forma de enxergar o mundo e até as possibilidades para o meu futuro”.
Formação que conecta os estudantes ao mundo
A realização do SesiMUN conta com o apoio do CIFAL Curitiba, centro internacional afiliado ao Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (UNITAR).
Para o Superintendente do Sesi Paraná e diretor do CIFAL Curitiba, Hugo Molina, acompanhar o envolvimento dos estudantes em debates dessa natureza é motivo de orgulho e reforça o compromisso da instituição com uma formação conectada aos desafios do presente e às oportunidades do futuro.
“Quando os estudantes entram em contato com temas globais e precisam construir soluções de forma colaborativa, eles desenvolvem competências fundamentais para atuar em uma sociedade cada vez mais interdependente. São experiências que ampliam repertórios, fortalecem o diálogo e estimulam a participação cidadã”.
Segundo Molina, ver os jovens pesquisando, argumentando, negociando ideias e construindo consensos demonstra o potencial de uma educação que incentiva protagonismo, pensamento crítico e participação ativa na sociedade. “São estudantes que aprendem a olhar para o mundo com curiosidade, responsabilidade e disposição para colaborar. Isso nos enche de orgulho e reforça a importância de criar oportunidades para que desenvolvam sua voz, suas lideranças e sua capacidade de transformar realidades”.
A parceria com o CIFAL Curitiba também fortalece o movimento de internacionalização presente na proposta educacional do Colégio Sesi, aproximando os estudantes de experiências acadêmicas reconhecidas mundialmente e ampliando seu repertório para atuar em um contexto cada vez mais conectado e diverso.
Aprender a dialogar, negociar e construir soluções
Para o professor Tiago Cantuario da Silveira, do Colégio Sesi, um dos principais diferenciais do SesiMUN está na capacidade de transformar conteúdos escolares em experiências práticas conectadas aos desafios do mundo contemporâneo.
“Durante as simulações, os estudantes assumem o papel de diplomatas e passam a atuar diretamente na construção dos debates. Eles precisam pesquisar, argumentar, negociar e buscar soluções para problemas complexos, compreendendo que grandes desafios globais exigem cooperação, diálogo e responsabilidade coletiva”, afirma.
Segundo o professor, a experiência também contribui para que os jovens desenvolvam uma visão mais ampla sobre a realidade, ao compreenderem como fatores econômicos, sociais, ambientais e políticos se relacionam e influenciam decisões que impactam diferentes países e sociedades.
“As simulações fortalecem competências como oratória, pensamento crítico, liderança, colaboração e argumentação fundamentada. São habilidades que acompanham os estudantes muito além da escola, preparando-os para a vida acadêmica, profissional e cidadã em um mundo cada vez mais interconectado”, destaca.
Experiência que começa na escola e acompanha toda a trajetória
Em um mundo marcado por transformações aceleradas, pela circulação constante de informações e pela necessidade de colaboração entre diferentes culturas e realidades, formar estudantes preparados para compreender a complexidade dos desafios contemporâneos tornou-se uma das missões da educação.
Ao promover uma experiência que aproxima os jovens de temas globais e de ambientes de tomada de decisão, o SesiMUN materializa esse compromisso. Não apenas porque ensina sobre diplomacia, geopolítica ou relações internacionais, mas porque oferece aos estudantes a oportunidade de exercitar algo cada vez mais valioso: a capacidade de ouvir, dialogar, construir consensos e participar ativamente das discussões que moldam o futuro.
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